segunda-feira, 13 de maio de 2013

“Bispa” Sonia Hernandes a profanadora da Bíblia


terça-feira, 4 de outubro de 2011


“Bispa” Sonia Hernandes a profanadora da Bíblia


bispa
Sônia, (com uniforme do presídio)
A falsa “bispa” Sônia Hernandes, (Sônia Haddad Morais Hernandes), é a prova viva de que os adoradores de Mamon continuam vivos firmes e fortes.
Sua família de origem árabe, (observe o sobre-nome Haddad), chegou ao Brasil, foram acolhidos de braços abertos pelos brasileiros, e como bons árabes imigrantes, foram trabalhar no ramo de tecidos e confecção de roupas em São Paulo.
De aparência nitidamente árabe, sempre quis ser o centro das atenções, enquanto sua mãe queria que ela tocasse piano, ela queria aprender a tocar violão para poder ser notada nas reuniões de adolescentes e festinhas. (hoje ela se diz pós-graduada em música, e também se diz formada em nutrição e teologia, eu adoraria saber em que faculdade).
Casou-se com o “homem de marketing” Estevam Hernandes Filho, o casamento no início não deu certo, Estevam esteve envolvido em um caso de dívidas que ele afirma não ter contraído e acusa um ex-patrão de ter falsificado sua assinatura para contrair estas dívidas; não funcionou, ele teve de se desfazer de seu patrimônio, para saldar essas dívidas. Junto a isso, ela teve dificuldades em amamentar seu segundo filho, por não produzir leite o suficiente.
Descontente com a situação de pobreza e infortúnio, ela resolveu matar seus dois filhos, Fernanda Hernandes Rasmussen (atualmente Bispa Fê), Felippe Daniel Hernandes (atual Bispo Tid), (ela ainda não havia adotado o terceiro).
“…Foi em Junho de 1981. Era um dia frio. Eu marquei uma data na cabeça e havia decidido colocar veneno de rato na mamadeira das crianças, dar a elas e depois tomar também”. “Não queria que eles ficassem vivos e fossem reconhecidos como filhos de uma suicida…” (fonte: entrevista de Sônia Haddad a IstoÉ).
Sem formação acadêmica passível de comprovação, assim como tantos “falsos pastores”, “falsos bispos”, “falsos ministros”, ela se cansou de “sofrer” e inventou que teve revelações, visões e que escutava “vozes”, “corais” etc...
ficha criminal
Ficha Criminal da falsa "bispa"
No início dos anos 1990, ela e Estevam Hernandes, resolveram que o negócio de Jesus dava muito mais dinheiro que tecidos, roupas e marketing (Estevam Hernandes Filho era homem de marketing da Xerox e Itautec) e resolveram inventar uma igreja com o único intuito de ganhar dinheiro. Logo logo, a depressão e as dificuldades foram embora na proporção em que o dinheiro entrava. Amadora no estelionato da fé, ao invés de seguir o caminho de outros mais experientes no ramo, comprando (ou fundando) uma gráfica, resolveu criar um grupo musical, chamado Renascer Praise, um grupo de qualidade musical muito duvidosa, o grupo começou a cantar samba, rap, pop, musica sertaneja dizendo que eram músicas de louvor e adoração (tem que ser muito cara-de-pau para fazer isso). Aproveitando-se da pré falência da extinta Rede Manchete de Televisão, compravam horários na emissora para divulgar suas heresias e mentiras. Daí o “sucesso’ subiu a cabeça, se auto intitulou “bispa”, essa palavra tecnicamente nem existe no idioma português, visto que o feminino de Bispo é Episcopesa. (se ela é "bispa" eu sou o Kzar da Rússia).
Estevam abandonando seu trabalho formal, dedicou-se inteiramente a falsa “Igreja Renascer em Cristo”, para isso utilizou-se de toda a sua experiência em marketing e escreveu uma apostila baseada nos livros do Dr. Philip Kotler, (o papa do marketing mundial), essa apostila, adaptada do mundo comercial para o mundo da igreja evangélica, ensina os “pastores” da Igreja Renascer em Cristo, como administrar e fazer suas unidades (assim como várias outras, os templos da Renascer são como franquias: Mac Donald's, O  boticário etc.) faturar mais, obter maiores ganhos financeiros e lucros. A apostila também orienta como atrair novos seguidores para a Igreja Renascer, e como “converter” pessoas de um maior poder aquisitivo e maior grau de instrução. Também determina que a Igreja Renascer seja encarada pelos pastores, como uma empresa e em outra parte da “cartilha” justifica (em termos “apostólicos”) não haver problemas em obter lucros financeiros divulgando “a obra de Deus”.
Como eu disse, nesta época eles ainda eram amadores e sem uma estrutura fiscal e organizacional que os amparassem, partiram para o mercado nacional e internacional da fé, começaram a inaugurar templos pelo Brasil a fora e nos Estados Unidos, compraram uma mansão na Cidade de Boca Ratón no Estado da Flórida – condado de Palm Beach- (Boca da Ratazana em português, nome bem apropriado para eles estarem); foram com muita sede ao pote.
Em Setembro de 2006 a Justiça brasileira, pediu o bloqueio de cerca de R$ 46 milhões do casal Hernandes (e outros réus, sendo eles: bispo Antônio Carlos Ayres Abbud e seu irmão, Ricardo Abbud. Também foi denunciado Leonardo Abbud.) e outros bens dos acusados, eles foram formalmente indiciados por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro; este bloqueio de bens se deveu ao fato deles não comparecerem as audiências onde eram esperados; além disso os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, que vinham sendo investigados em um processo que corria em segredo de justiça por criarem uma suposta 'igreja-laranja' a "Internacional Renovação Evangélica". Segundo os promotores que investigavam o caso, esta igreja servira para livrar a igreja Renascer em Cristo de processos. Em dezembro de 2006 após faltarem a uma audiência judicial, o casal teve sua prisão preventiva decretada e estiveram foragidos até o dia 19 daquele mês.
O despacho proibia a movimentação de oito contas bancárias das empresas Colégio Gamaliel e Publicações Gamaliel; em nome do casal Hernandes e cuja movimentação registrada entre 2000 e 2003 apontou um montante de R$ 46,4 milhões.
bispo preso
Estevam algemado com as provas do crime sobre a mesa.
No dia 8 de Janeiro de 2007, foram presos ao desembarcarem no Aeroporto de Miami (vinham de São Paulo no vôo da TAM JJ8090) com US$ 56.467.00 (cinquenta e seis mil quatrocentos e sessenta e sete dólares): US$ 9.088.00 escondidos dentro da capa de uma Bíblia que estava na mala de Sônia Haddad Hernandes (se isso não é profanar as Sagradas Escrituras, então eu não sei o que é), US$ 10.000.00 em um casaco do marido Estevam Hernandes (também na bagagem),  US$ 10.000.00 na mochila do filho do casal Gabriel (não livrou nem a cara do próprio filho) e US$ 9.700,00 acondicionados em um porta-CD’s o resto do dinheiro não estavam na bagagem, estavam nos bolsos e bolsas deles (em mãos). No Aeroporto de Cumbica, eles não preencheram a ficha de Declaração de Porte de Valores (o que deveriam ter feito segundo a lei brasileira – qualquer valor transportados para fora do Brasil superior a US$ 10.000.00 dólares deve ser informado no aeroporto de saída-). Na alfândega norte-americana, eles declararam que estavam de posse de apenas US$ 10.000.00, quando a bagagem foi revistada, estavam com muito mais dólares escondidos o que contraria a regulamentação do Serviço de Imigração dos EUA; foram acusados de "cash smuggling" (em português “contrabando de dinheiro”) e foram presos.
Após a prisão nos EUA, o Ministério Público Federal, passou a investiga-los por crime de evasão de divisas.
Vou tentar explicar: A lei brasileira diz que você precisa informar a saída do Brasil com qualquer quantia superior a R$ 10.000,00 (quantias maiores que essa só pode ser remetida para fora do país via sistema bancário).
Sônia Hernandes e seu marido, não o fizeram.
A lei americana é clara: você não pode entrar dentro dos EUA, com mais de U$ 10.000.00 a menos que você declare com antecedência esta necessidade e tenha autorização para tal.
Bom, eles burlaram a lei americana, admitiram a culpa e foram condenados. Lá é contrabando de dinheiro, e aqui o crime é de evasão de divisas eles cometeram dois crimes diferentes em dois países distintos. Foram condenados lá e é claro deveriam cumprir pena aqui também, visto que as provas que os condenaram lá servem para a condenação aqui. Por que? Porque, se eles saíram do Brasil com essa quantia em dinheiro, e o vôo foi sem escalas, e se nenhum anjo do Senhor entrou voando pelo avião e escondeu o dinheiro na bíblia e em seus outros pertences, eles logicamente evadiram divisas, e isso é crime.
Presos nos EUA, pagaram fiança de U$ 100.000.00 (cem mil dólares) para aguardar o julgamento em liberdade e enquanto aguardavam, ficaram proibidos de deixarem o Estado da Flórida, ficaram em sua mansão no condomínio fechado Boca Falls, na Torbey Drive, 12.582 em Boca Ratón - Flórida; neste meio tempo, continuaram a “pregar” em sua igreja, com transmissão via satélite através de telões no Brasil. (foi o primeiro caso no Brasil, onde criminosos conseguiram falar via satélite)
Em 17 de agosto de 2007 compareceram ao tribunal para julgamento, admitiram a culpa e se disseram “arrependidos”.
O advogado pediu ao juiz que fosse piedoso na sentença, alegando que o dinheiro achado escondido na Bíblia e em outros pertences do casal seria para “evangelizar” pessoas nos EUA (pois sim!), o fato é que o juiz foi realmente clemente e condenou o casal a apenas 140 dias de reclusão em regime fechado, porém em fases intercaladas pelo motivo de um dos dois terem que cuidar dos filhos na mansão durante a ausência do outro, assim, enquanto Estevam cumprisse o período de reclusão, Sônia permaneceria em liberdade vigiada, e vice versa, determinou o Juiz Frederico Moreno, além de uma multa no valor de U$30.000,00 (trinta mil dólares) para cada um.
Foram condenados no Brasil a 4 anos de prisão (convertidos em trabalhos comunitários mais multas diárias na mesma sentença e pagar uma indenização de R$ 150.000,00 cada um, “…por lesão moral incalculável às pessoas, crédulas ou não – vítimas indiretas- para reparação a infração penal a ser paga a entidades beneficentes…”)
Depois de soltos, nos EUA ainda corriam o risco de serem presos ao pisar em solo brasileiro, pois haviam mandados de prisão contra eles. Somente em Março de 2008 um habeas corpus livrou-os de serem presos no Brasil e assim eles puderam voltar.
Muito há a dizer sobre o comportamento anti-Crístico de Sônia Haddad, venda de Bíblias cor-de-rosa, (a “Bíblia da mulher de bem com a vida”) e outras tantas falcatruas cometida por ela (e seu marido), no palco, suas “pregações” são dignas de qualquer show de mágicos do século 19; mas vou dividir a história da “Renascer” em várias partes, para não cansar o leitor.
Um abraço.

Um comentário:

  1. E ainda falam do MALUF...
    Depois disso NINGUÉM que apoia a marcha pra je$u$ poderá falar de criminosos do colarinho branco no Brasil.

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